sábado, 5 de janeiro de 2013

ALEA JACTA EST

E jaz a humanidade sobre a terra
E se há terra tão límpida e tão bela,
Há, também, neste mísero escárnio social
Uma realidade temporalmente epifânica.
E jaz na carnificina de um homem o seu desterro
E a sua transitorialidade material,
Mas há em sua semente a sua disseminação
E em seu corpo a anormal expansão extraterritorial.
E jaz a humanidade sobre a terra
E na sua extraordinária epigênese corpuscular
A indefinida evasão de seu universo zodiacal.
No seu negrume prefácio a anã branca se desfaz
E em seu nome a construção
Por fogo e ferro se fortalece,
Mas em seu pulso capilar a gota corre
Na difusão da transumância venal de sua poesia
E no passar transtemporal o crepúsculo do dia morre.
E jaz um fruto sobre o solo
E se há solo tão grotesco, há, também,
Na hipertrofia existencial humanística um ser fugaz
E na sua demência a putréfula banda
Corrompida pela inacabada morte.
E neste ano mais que bissexto,
Nesta outrora do mês de Agosto,
Onde mostra a todos e abrange gosto,
Um qualquer preço desses víveres.
E jaz a humanidade sobre a terra
E se há no cosmo obsessão centesimal de infinito,
Há, também, a predestinação dos loucos
E na prematura criação universal desta poética
A inconstância de um ser,um suigêneris.
Na incerteza galaximal uma destreza, força obscura,
Onda negra, a atração de corpos,
Nesse celeste estrelar, do vasto mundo paranormal.
Na inconsistência fibrinogênica do desconhecido átomo
A formação molecular tão proximal.
Na atomística de um corpo, o imoral,
A incidente formação da amplidão de sua visão naturalística.
Mas jamais no homem a interrogação.
Na determinista promiscuidade de sua vida
E no verde clarão de seu projeto
Exaure um todo á predestinação tão futurística,
Mas na sua veia pulsa corrente, a chaga rara de se ver,
Uma amarga face cálida e a volúpia de um ser

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