Pesa-me o solo sobre meu prefácio,
As pombas que pairam sedentas no sobressalto
A náusea que revigora o nosso vômito.
Agouros abismos que os meus olhos inflamam,
Translúcidas estrelas que galgam o pensamento,
Exaure um homem sobre o último dos últimos.
Ímpetos de rara metamorfose no mundo,
Pomos que a gênese de nossa formação reteram,
Transfigurando ocultos vales de meu sonho.
Iradas trombetas roindo ao mundo,
Quebrando os ares, torcendo as nuvens.
Lúcidas alucinações aladas, couraçadas de infantes,
Ao que era glória, tomba a quietude que revigora...!
Dúbios relâmpagos disparam e os céus pré-claros distorcem.
Pastava-me o desprezo que não pode ter tão triunfantemente.
Cavalos alados flavescem a terra, ilidem, refutam os mortais.
Ícones do gólgota nos vêm,
Pesa-me o céu que o magma nos traz.
Arcanjos armados flecheiam as bestas, reviram o mundo.
Lícitos labirintos expugnam, ao fosco, o Ícaro do mundo.
Invito, ao obscuro, veio-me uma força e nos olhos fosfeno
Na flamejante adrenalina do rubro estrondo agudo.
De alfa e ômega vivem os homens,
Feno cetrino em corpos partidos
E ao selo do mundo partiram balanças, serafins, rubros gritos.
Nicolaítas carpindo o manto dos risos,
Alabastros simbólicos de polpa ao tafo.
Viver no tempo a miséria humana,
Monodias recônditas do cósmico espaço.
Moldar feições irônicas no caos deste tédio,
Vibrar no mundo, nutrir-me de fervorosos destroços...!
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